ARTIGO

Abdução em Pontoise, um caso com várias estranhas nuances

Por Umberto Visani | Edição 257 | 01 de Abril de 2018

Ainda não está definitivamente esclarecida a incrível história de possível abdução em Pontoise
Créditos: ALEXANDRE JUBRAN

Dentro da vasta fenomenologia ufológica, o tema das abduções alienígenas é, sem dúvida, o mais delicado de se tratar, uma vez que há fortes aspectos subjetivos e nem sempre facilmente elucidáveis presentes nos relatos das testemunhas ou vítimas. Isso torna muito difícil saber o quanto de objetividade existe nas histórias contadas pelos depoentes, também chamados de “experienciadores”, e essa dificuldade já levou alguns pesquisadores a pensarem que muitas abduções ocorrem apenas no plano subjetivo.

No entanto, quando se soma o depoimento de uma testemunha ao de tantas outras, pessoas que presenciaram o mesmo evento e tantas distintas partes do mundo, o quadro muda e o caso passa a adquirir um grau de credibilidade certamente maior — buscar depoimentos de apoio é um árduo trabalho para os pesquisadores, pois nem sempre as pessoas querem falar sobre o assunto, temendo serem expostas e ridicularizadas.

Algo assim aconteceu em um célebre episódio ufológico ocorrido em uma cidadezinha francesa chamada Pontoise, a poucos quilômetros de Paris. Além do interessante caso em si, vale a pena notar os aspectos comuns que existem com outro evento de mesma natureza, este ocorrido três anos mais tarde e também em uma cidadezinha, mas no Arizona, nos Estados Unidos, o Caso Travis Walton.

O desaparecimento

Na segunda-feira, 26 de novembro de 1974, às 04h00, Franck Fontaine, um rapaz de 19 anos, estava carregando um carro emprestado de um amigo com calças e malhas que venderia na feira da pitoresca cidade de Gisors, distante 46 km de Pontoise. Estavam com ele Salomon N’Diaye El Mama, um senegalês de 25 anos, e Jean-Pierre Prevost, um amigo francês de 26 anos. De repente, a atenção dos três jovens foi atraída por um estranho objeto luminoso, maior do que a Lua cheia, alongado e branco, que se movia no céu perto de um edifício das redondezas.

Fontaine decidiu se aproximar, enquanto N’Diaye El Mama e Prevost subiam até seu apartamento para buscar uma máquina fotográfica, a fim de registrar o UFO. Assim que entrou no apartamento, Prevost olhou pela janela para ver se o objeto ainda estava lá e, para a sua surpresa, notou que o motor do carro estava desligado e que ele havia se deslocado alguns metros. Além disso, o automóvel estava envolto por uma espessa camada de neblina, algo muito estranho, uma vez que não havia clima assim em nenhum outro lugar das redondezas.

Os dois rapazes desceram rapidamente e viram que, além da névoa e perto do carro, havia três ou 4 esferas de luz que se moviam velozmente ao redor daquela massa nebulosa. De repente, a névoa foi totalmente absorvida por uma espécie de cilindro, que voou dali em altíssima velocidade. N’Diaye El Mama e Prevost, compreensivelmente preocupados com o que havia acabado de acontecer, se aproximaram do carro com cuidado, mas a descoberta que fizeram foi além do que se poderia esperar — seu amigo Franck Fontaine havia desaparecido. Os rapazes o procuraram pela vizinhança e, quando não o encontraram, foram até o primeiro telefone público e chamaram a polícia.

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Umberto Visani

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