ARTIGO

A verdade jamais revelada sobre a abdução de Rivalino Mafra

Por Pablo Villarrubia Mauso | Edição 257 | 01 de Abril de 2018

A história de Rivalino Mafra agora é conhecida graças à uma intensa pesquisa realizada em Minas Gerais
Créditos: EDITORIA DE ARTE

A Ufologia esconde muitas histórias fascinantes, estranhas e misteriosas que foram responsáveis por capturar a imaginação do público leigo quando o estudo e as tecnologias empregadas ainda eram insipientes. Procurar pelos misteriosos discos voadores, uma atividade que começara no final da década de 40, ganhava cada vez mais adeptos nos anos seguintes e as histórias que envolvia, reais ou fictícias, estavam nas manchetes de então.

No início da década de 60 começaram a circular as primeiras notícias sobre abduções de pessoas que eram “roubadas” por UFOs e jamais devolvidas. No imaginário do público, as abduções surgiam como um perigo contra o qual nada se podia fazer e cuja ação, quando ocorria, não se podia provar. O antropológico medo do escuro acabou por ganhar um inesperado reforço moderno, vindo do espaço sideral.

Em 1962, um camponês brasileiro desapareceu em meio a um redemoinho de poeira e areia, alegadamente causado por dois pequenos UFOs. A vítima, de nome Rivalino Mafra, nunca mais foi vista e seu caso tornou-se um clássico da Ufologia Mundial. O famoso semanário italiano La Domenica del Corriere dedicou a capa de 30 de setembro de 1962 ao evento, e Jacques Vallée incluiu-o em seu livro Passaporte para Magonia [Henry Regnery, 1969]. Mais tarde, o episódio passou a constar em quase todas as enciclopédias ufológicas. A verdade, porém, revelou-se muito mais profunda e sinistra do que um redemoinho causado por bolas de fogo, como veremos a seguir.

O desaparecimento

No domingo 19 de agosto de 1962, em um lugar remoto nas montanhas de Minas Gerais, perto da cidade de Diamantina, em uma fazenda no município de Duas Pontes, Rivalino Mafra da Silva e três de seus cinco filhos dormiam em sua casa de madeira. Eles eram Raimundo, de 12 anos, Dirceu, de 8, e Fátimo, de 6. Em certo momento, no meio da noite, o garoto Raimundo Aleluia Mafra ouviu o som de passos dentro da casa. Era como se algumas “pessoas caminhassem rapidamente”, disse ele. O menino também notou um vulto estranho, “uma sombra flutuando na sala, pois não pisava no chão”. O garoto relatou posteriormente à imprensa que “a sombra tinha pouco mais de um metro e meio de altura e não tinha a forma humana”.

Ainda de acordo com o relato publicado pela imprensa mineira, o garoto disse que a sombra olhou para ele e depois se moveu e olhou para seus irmãos, que dormiam. Em seguida, ela teria saído do quarto, na sala e saído rápido pela porta da frente, sem abri-la. Disse a testemunha: “Ouvimos passos de alguém correndo e dizendo: ‘Esse parece que é o Rivalino’. Então meu pai gritou: ‘Quem é?’ Não recebendo resposta, ele foi até a sala. Voltamos para a cama e ouvimos perfeitamente quando disseram que matariam meu pai. Ele começou a rezar em voz alta e os vultos, fora da casa, responderam que seria inútil rezar”.

Após esse acontecimento, pai e filho passaram o resto da noite acordados. Por volta das 06h00, enquanto os irmãos ainda dormiam, Raimundo pulou da cama e foi até o pasto, buscar um cavalo para o pai. De repente, ele observou duas bolas flutuando uma perto da outra — uma delas era de cor preta, com uma espécie de ponta ou cauda pequena, e a outra era nas cores branco e preto, com a mesma aparência da anterior, mas com uma espécie de antena, emitindo um ruído estranho. “As bolas pareciam irradiar fogo”.

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Sobre o Autor

Pablo Villarrubia Mauso

Jornalista, mestre em jornalismo arqueológico, ufólogo e consultor da Revista UFO.

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